sábado, 26 de maio de 2012




A velocidade dos Dinossauros





A que velocidade um dinossauro poderia se mover? A resposta para essa  questão é extremamente importante. E por que é tão importante? Pois a velocidade com a qual um animal se move indica inúmeros aspectos de sua vida: se era ágil ou lento, se seu metabolismo era mais alto ou era uma criatura mais letárgica. . .
No que se refere aos dinossauros quando se fala em velocidade quase tudo é baseado em cálculos e hipóteses. 
Durante muitos anos os paleontólogos acreditavam que a maioria dos dinossauros eram lentos e provavelmente só caminhavam a passos curtos. Essa idéia era alimentada com base no grande tamanho dessas criaturas. Para eles era inconcebível um animal de várias toneladas caminhar rapidamente ou até mesmo correr.
Mas novas e emocionantes descobertas começaram a mudar esse conceito. Uma das mais importantes foi a de John Ostrom nos anos 60. Ostrom desenterrou o Deinonychus, um dinossauro pequeno para os padrões do grupo mas com uma estrutura anatômica que indicava uma criatura veloz e ágil.
A partir daí os paleontólogos começaram a rever seus conceitos e passaram a analisar com maior cuidado os esqueletos de diferentes espécies e suas conclusões os espantaram.
A anatomia de um animal pode conter valiosas pistas de sua mobilidade. O comprimento dos ossos dos membros, o encaixe dos mesmos no tronco, a flexibilidade da espinha dorsal, a estrutura da pélvis, todos esses aspectos são levados em conta. 
Mas talvez a melhor pista de quão rápido um dinossauro se movia são suas pegadas fossilizadas, encontradas em diferentes partes do mundo. 
A distância das passadas pode indicar se o animal estava simplesmente caminhando ou se corria.
Existem fórmulas matemáticas específicas que utilizam as medidas de comprimento de cada pata, da distância entre duas marcas deixadas pela mesma pata e até noções do tamanho total do dinossauro nas quais pode-se calcular com maior precisão a velocidade com a qual se movia.
Com base em todos essas informações saiba agora quanto os cientistas acreditam que os diferentes tipos de dinossauros corriam.
Saurópodes - A maioria dos especialistas acredita que os pesados saurópodes eram criaturas mais lentas. Seus corpos volumosos, pernas grossas e espinha pouco flexível impediam que tais animais corressem a grandes velocidades. Pegadas fósseis indicam que os saurópodes caminhavam lentamente entre 5 e 7 km/h. Mas estudos recentes indicam que em caso de emergência poderiam andar mais rápido, de maneira semelhante a um elefante quando se sente ameaçado. Nesse caso poderiam esse titãs ter atingido até 20 km/h.
Anquilossauros e estegossauros - Os enormes quadrúpedes de armadura, tal como os saurópodes, dificilmente seriam capazes de correr. Suas patas são pouco flexíveis. É mais provável que caminhassem lentamente, em torno de 8 km/h. Em emergências poderiam andar rápido, atingindo no máximo, 18 km/h. Mas é pouco provável que tais animais escolhessem a fuga. Com armaduras e espigões ameaçadores, poucos predadores resistiriam a sua fúria.
Ceratopsianos - Como a maioria dos herbívoros os ceratopsianos eram lentos a maior parte do tempo. Mas como os atuais rinocerontes, suas patas possuíam articulações que proporcionavam arranques fenomenais. Os ceratopsianos poderiam em caso de perigo correr até 45 km/h, que é uma velocidade muito boa para um animal de seu tamanho.
Iguanodontes e hadrossauros - Apesar de grandes (com 3 ou 4 toneladas), esses animais não apresentavam defesas contra predadores a não ser a fuga. Apesar de caminharem tanto em duas quanto em quatro patas, esses herbívoros preferiam correr na posição bípede, onde deveriam desenvolver até 50 km/h.
Terizinossauros - Esses dinossauros semelhantes a enormes perus são ainda um grande mistério para os especialistas. Os poucos esqueletos encontrados indicam animais pesados mas de estrutura capaz de desenvolver certa velocidade. Talvez pudessem correr até 30 km/h em caso de ameaça.
Paquicefalossauros - Poucos estudos foram feitos entre esses estranhos dinossauros. Mas sabe-se que eram bípedes de pernas longas e provavelmente poderiam desenvolver velocidades altas.
Grandes carnívoros - Durante anos tentou-se determinar qual a velocidade desses ferozes gigantes, uma vez que tal dado poderia comprovar ou não se eram realmente predadores ou simples carniceiros. Com dados mais recentes acredita-se que alguns dos maiores como os Tyrannosaurus e Acrocanthosaurus podem ter caminhado a cerca de 11 km/h e ao correrem podem ter atingido entre 45 e 50 km/h. Mas suas pernas mais grossas e curtas só permitiam essa velocidade em distâncias muito curtas.
Celurossauros e raptores - Pequenos carnívoros com uma estrutura leve, pernas longas, coluna flexível, era bem adaptados para velocidade. Provavelmente se moviam a cerca de 40 km/h quando corriam. É possível que alguns raptores podem ter desenvolvido 60 ou 70 km/h numa perseguição em longas distâncias.
Ornitomimossauros - Com certeza foram os mais velozes entre todos os dinossauros. Com corpos semelhantes ao de avestruzes e emas, é provável que fossem tão velozes quanto. Suas pernas longas permitiam velocidades altíssimas em longas distâncias. A média de velocidade em corrida é de 70 km/h, mas há quem defenda a idéia de que alguns desses animais podem ter alcançado mais de 100 km/h. 






 

 

Copyright © 1999 [Ache Tudo e Região]. Todos os direitos reservado. Revisado em: 13 agosto, 2010.




quinta-feira, 24 de maio de 2012

Sangue Quente ou Frio
Esta é uma questão que é debatida pelos paleontólogos desde que Robert Bakker propôs que os dinossauros talvez não fossem lerdos ou preguiçosos como se pensava. Ele propôs que eles deveriam de algum modo regular a temperatura corporal, para que pudessem manter. Segundo ele a anatomia dos dinossauros e seu estilo de vida não condiziam com o de criaturas de sangue frio (pecilotérmicos), que tem um nível de atividade baixo devido ao seu metabolismo lento.
Para ele os dinossauros eram homeotérmicos como aves e mamíferos. Essa afirmação causou um verdadeiro estardalhaço na Paleontologia no mundo todo.
Hoje os cientistas estão divididos em 2 linhas: uns acham que os dinossauros regulavam sua temperatura de forma metabólica, como aves e mamíferos. Eles se baseiam na anatomia, comportamento e estrutura de ossos dos dinossauros, além do fato de dinossauros terem sido encontrados em locais onde criaturas pecilotérmicas nunca poderiam sobreviver, como a Antártida, e na descoberta de um dino com coração de 4 cavidades, como aves e mamíferos.
Outra linha porém defende que os eram pecilotérmicos. Eles defendem que as características apontadas pelos defensores do sangue quente não provam suas teorias. Além disso eles afirmam que se os dinossauros fossem de sangue quente teriam de ingerir enormes quantidades de alimento, típico de animais homeotérmicos. Eles acham isso improvável.
Existe atualmente uma terceira linha de pensamento que procura conciliar as duas anteriores: é a teoria da metatermia.
Segundo seus defensores não se pode aplicar um tipo de metabolismo para todas as espécies de dinossauros, pois eram muito diferentes entre si. Eles acreditam que os dinossauros de uma maneira geral podiam manter constante sua temperatura corporal, porém nem sempre utilizando mecanismos metabólicos como aves e mamíferos. As diferentes espécies teriam desenvolvido maneiras próprias de fazer isso.
Acredita-se, por exemplo, que dinossauros de pequeno porte como os raptores, hipsilofodontes, celurossauros, ornitomimossauros . . . tinham um metabolismo verdadeiramente homeotérmico, mantendo a temperatura corporal através de processos orgânicos.
Já em animais maiores as coisas mudavam um pouco.
Sabe-se que em corpos muito grandes existe uma propriedade conhecida como inércia térmica, ou seja, neles a perda de calor é extremamente lenta. E quanto maior o corpo, mais lenta é a perda. Eles porém podem ganhar calor com facilidade. Assim animais muito grandes sofrem mais com super-aquecimento do que com perda de calor. Para criaturas grandes qualquer esforço ou movimento físico pode produzir grande quantidade de calor que para eles é difícil de ser perdido.
É provável que os dinossauros maiores, pelo seu próprio tamanho não tinham grande variação na temperatura interna, isso sem precisar utilizar meios orgânicos.
Animais como os estegossauros com placas e dinossauros com barbatanas nas costas, como os espinossauros, amargassauros e ouranossauros, poderiam utilizar essas estruturas para perder o excesso de calor, evitando aquecer demasiadamente seu corpos, tal como acontece com as orelhas dos elefantes atuais.
O mesmo pode-se dizer das gorjeias dos ceratopsianos.
Já os grandes saurópodes eram os mais problemáticos. Seus corpos imensos perdiam pouco calor e ganhavam muito com um mínimo de esforço físico. Imagine mover uma única pata de várias toneladas. A quantidade de calor produzida nesse movimento era grande.
Para esses titãs o problema de super-aquecimento era sério. Para ajuda a perder o excesso de calor os saurópodes usavam suas narinas enormes no alto do crânio. Seus longos pescoços e caudas também proporcionavam uma enorme área de perda de calor.
Em relação aos dinossauros que viviam nas regiões polares existem duas maneiras de lidar com isso: os menores, homeotérmicos podiam hibernar em cavernas até que o verão voltasse.
Os maiores, sem ter onde se abrigar acabavam migrando para terras mais quentes.
É necessário ressaltar que durante o Mesozóico o clima do planeta era bem mais quente, o que poderia ter auxiliado aos dinossauros manter altas temperaturas corporais.
Com essas explicações pode-se concluir que os dinossauros tinham diferentes maneiras de manter suas temperaturas internas, podendo manter altos níveis de atividade sem ter que necessariamente regular a temperatura interna de maneira orgânica, tal como em aves e mamíferos.



 
 
Copyright © 1999 [Ache Tudo e Região]. Todos os direitos reservado. Revisado em: 13 agosto, 2010.


Evoluçao dos Dinossauros
Ao contrário do que muitos imaginam, nem todas as espécies de dinossauros viveram ao mesmo tempo. Durante os 160 milhões de anos em que dominaram o planeta muitas espécies surgiram e muitas desapareceram. Nessa seção você conhecerá um pouco do processo de evolução das espécies e dos grupos de dinossauros ao longo da Era Mesozóica.

Carnívoros

Os primeiros dinossauros eram todos carnívoros. Somente com alguns milhares de anos algumas espécies passaram a preferir uma dieta vegetariana.
Um dos mais antigos dinossauros carnívoros que se tem notícia foi o Herrerasaurus, (abaixo) que viveu no médio Triássico, há cerca de 220 milhões de anos. Com cerca de 5 m de comprimento, era um dos mais formidáveis predadores de seu tempo. Diferente de outros répteis, o Herrerasaurus caminhava nas patas traseiras, o que permitia a utilização dos membros dianteiros para outras tarefas, como por exemplo, agarrar a presa. Acredita-se que dinossauros como esse conseguiam controlar a temperatura corporal, o que trazia vantagens em relação a outros carnívoros.
Ao final do Triássico, há cerca de 205 milhões de anos começam a aparecer dinossauros carnívoros novos e proporcionalmente mais "evoluídos" que o Herrerasaurus. Um desses dinos era o Coelophysis , um animal de 2 m de comprimento, ágil, esperto e inovador. Foi um dos primeiros dinos a viver e caçar em grupos. 
Animais como esse pertenciam a um grupo novo de carnívoros, conhecidos como ceratossauros. A partir do Coelophysis novos e mais eficientes ceratossauros apareceram. Um deles era o Syntarsus. Esse  dinossauro mais tarde daria origem a outras formas de pequenos predadores, os celurossauros.
Mas alguns ceratossauros resolveram seguir outra estratégia evolutiva. Ficaram maiores e mais poderosos. Um dos primeiros dinossauros carnívoros de grande porte foi o Dilophosaurus. Com quase 7 m de comprimento e pesando cerca de 600 quilos, esse estranho animal dominou a região do Arizona, nos EUA e leste da China há cerca de 190 milhões de anos.
A partir do início do Jurássico novos e aterrorizantes predadores apareceram. Entre os mais mortais estava o Ceratosaurus, um dos raros representantes da linhagem dos ceratossauros. Com cerca de 1 tonelada esse carnívoro era o terror de sua época.
Mas os dias de domínio dos ceratossauros estavam contados. Ao final do Jurássico entram em cena os alossauros, como o Allosaurus e o Saurophaganax , predadores especializados em abater saurópodes e estegossauros. Para isso precisavam trabalhar em grupo. 
 
É possível que estes tenham sido os primeiros grandes carnívoros a caçar em bandos. Mas só o trabalho em equipe não era o suficiente. Os alossauros precisaram também crescer. Animais como o Allosaurus facilmente chegavam às 4 toneladas. Caçando em bandos e sendo os predadores de topo de seu tempo os alossauros foram apropriadamente apelidados de "leões do Jurássico".
Durante o Jurássico não haviam só grandes carnívoros. A partir de animais como o Syntarsus apareceram os celurossauros, pequenos carnívoros do tamanho de galinhas e cachorros. Entre os menores estava o Compsognathus (abaixo), com 60 cm de comprimento. Sua principal dieta era composta de insetos e pequenos lagartos. Acredita-se que complementa-se seu cardápio com carniça.
Outros pequenos celurossauros como o Ornitholestes e o Sinosauropteryx começaram a desenvolver uma nova característica que iria revolucionar o mundo jurássico: as penas.
Acredita-se que animais como esses podem, ainda durante o Jurássico, terem dado origem às primeiras aves. Prova disso é o estranho Archaeopteryx, um pequeno terópode emplumado capaz de voar. Ao final do Jurássico as coisas começaram a mudar, especialmente para os grandes terópodes. Os estegossauros desapareciam e os saurópodes, outra grande fonte de carne, ficavam cada vez maiores e mais difíceis de se abater. Os alossauros, para poder acompanhar as circunstâncias precisaram crescer ainda mais e tornar-se cada vez mais fortes. No início do Cretáceo os alossauros originam os carcarodontossauros, predadore maiores e mais fortes, que também caçavam em grupos, mas eram capazes de matar os maiores saurópodes.
Entre os primeiros dinos dessa nova família estava o estranho Acrocanthosaurus (abaixo). Diferentes de seus primos do hemisfério sul, o Acrocanthosaurus teve de adaptar-se a  dietas diferentes, já que, ao contrário da América do Sul e África, os saurópodes eram raros na América do Norte. 
Para não desaparecer ele desenvolveu um gosto especial por iguanodontes, que abundavam em seu território.  Mas não dispensava o robusto Pleurocoelus, um dos raros saurópodes que ainda sobreviviam nos EUA. 
Por ser um dinossauro pouco adaptado a altas velocidades, acredita-se tenha desenvolvido técnicas de caça baseadas em emboscada. Ele aproximava-se cautelosamente da presa. Quando estava bem perto atacava rapidamente, rasgando com seus dentes especiais o couro grosso e arrancando grandes bocados de carne. É possível que, como os atuais dragões-de-Komodo, os carcarodontossauros tivessem grande quantidade de bactérias em sua saliva. Uma única mordida poderia provocar uma grave infecção na vítima, que morriam em questão de horas ou de poucos dias. Este era um método fácil e de poucos riscos, que permitia aos predador conseguir grande quantidade de alimento com um gasto mínimo de energia, sem que este tivesse que temer por sua segurança. Afinal o único trabalho seria o de morder e depois, esperar. 
Apesar de relativamente raros no hemisfério norte, mais ao sul os carcarodontossauros tiveram seu auge, alcançando portes impressionantes à medida que suas presas também cresciam. Entre os mais poderosos predadores desse grupo está o Carcharodontosaurus (abaixo), do norte da África, com cerca de 12,5 m de comprimento.
Na América do Sul também abrigou animais desse tipo. Um dos mais célebres e o Giganotosaurus, de 13 m (abaixo). 
Uma descoberta mais recente indica a presença de um carcarodontossauro ainda não batizado na Argentina com cerca de 14,5 m de comprimento e prováveis 9 toneladas.
A presença de carcarodontossauros tão parecidos na Argentina, Brasil e norte da África é a prova definitiva  de que até cerca de 110 milhões de anos esses dois continentes estiveram unidos e os animais podiam "passear" entre eles livremente.
Ainda no início do Cretáceo observa-se uma diferenciação entre os pequenos celurossauros e o surgimento de novos grupos como o dos dromeossauros ("raptores"), ornitomimossauros (dinossauros onívoros semelhantes a avestruzes), oviraptorssauros ("lagartos ladrões de ovos") e os ancestrais dos espinossauros e tiranossauros.
Um dos mais impressionantes grupos de predadores foi o dos dromeossauros, ou mais popularmente, raptores. Esses animais, em geral de pequeno porte, podem ser comparados com os atuais lobos. Inteligentes, sociáveis, ágeis e letais... essas podem ser algumas de suas definições.  Seu tamanho reduzido era compensado por sua incrível capacidade de agir em bandos. Animais como o Deinonychus, do porte de um humano adulto, podiam derrubam grandes iguanodontes como o Tenontosaurus, de mais de 2 toneladas.
No que se refere ao tamanho, a única exceção à regra era o enorme Utahraptor (abaixo). Com cerca de 7 m de comprimento e 500 quilos, esse grande carnívoro caçava animais como o Iguanodon, herbívoro de 4 toneladas. Os dromeossauros foram bem sucedidos até o final do Cretáceo.
Há cerca de 110 milhões de anos, apesar de ainda muitos carcarodontossauros, novos e interessantes dinossauros carnívoros apareciam. 
Entre os mais exóticos estavam os espinossauros, dinossauros de focinhos longos e braços fortes. Não se sabe exatamente quem deu origem a eles. Muitos acreditam que exista uma relação entre espinossauros e animais como o Coelophysis. O formato dos focinhos e dentes indicam que esses animais baseavam sua dieta em peixes. Sabe-se que nesse período haviam grandes peixes dipnóicos de 2 m de comprimento, que poderiam ser ótimas fontes de alimento. Imagine um lago há 110 milhões de anos. Um enorme Spinosaurus (abaixo) aguarda na margem que um peixe desavisado passe por ele. Como um raio o carnívoro lança seu focinho na água. Com seus dentes apropriados ele o apanha. Usando as garras enormes em forma de anzol o Spinosaurus segura o peixe, enquanto os dentes o desmantelam.
Não se descarta a hipótese de que tais animais também complementassem sua dieta comendo carcaças de saurópodes deixadas pelos ferozes carcarodontossauros. Seus longos focinhos e pescoços podem ter sido úteis para afundar-se na carcaça. Também é possível que usassem seus fortes braços e longas garras como arma para derrubar herbívoros como os iguanodontes, comuns na época. Alguns cientistas acreditam que os longos braços permitiam que os espinossauros caminhassem também nas quatro patas. Se isso for verdade então este seria o primeiro caso de um dinossauro carnívoro capaz de caminhar em duas ou quatro patas.
Os espinossauros foram típicos apenas do Cretáceo Médio. O registro fóssil desses animais desaparece há cerca de 90 milhões de anos. Até onde sabemos a maioria deles viveu no Hemisfério Sul (América do Sul e África), mas existem casos de espinossauros na Europa e Ásia. A partir de 90 milhões de anos nota-se o início do declínio dos carcarodontossauros. À medida que suas presas começavam a desaparecer, esses poderosos predadores tinham dificuldade para apanhar animais menores e mais ágeis. 
Nessa mesma época começa a ascensão dos primeiros tiranossauros no Hemisfério Norte e dos abelissauros no Hemisfério Sul. Os dois grupos eram representados por grandes carnívoros de pernas longas, cabeças grandes e pescoços curtos, além de membros anteriores extremamente reduzidos. Os abelissauros do sul tinham crânios bem característicos e eram adaptados para velocidade. Entre os mais famosos está o Abelisaurus (ao lado) e o Carnotaurus.
Acredita-se que também relacionados com os abelissauros estão os noassauros, dinossauros que por muito tempo foram confundidos com os dromeossauros, especialmente por seu estilo e suas garras curvadas nos pés. Hoje considera-se que entre esses dois grupos (noassauros e dromeossauros) existe um caso de evolução convergente. Entre os noassauros o mais temido provavelmente era o Megaraptor (ao lado), semelhante a um grande dromeossauro, tinha 8 m de comprimento. 
Os tiranossauros, os mais famosos entre os grandes carnívoros, só apareceram nos últimos 15 milhões de anos do Cretáceo. Originários da Ásia, chegaram através do Estreito de Bering ao oeste da  América do Norte. Não há conhecimento desses animais no Hemisfério Sul.  São caracterizados por terem crânios enormes, com olhos frontais e mandíbulas muito fortes. Em contrapartida seus membros anteriores eram muito curtos e munidos de apenas 2 dedos. Alimentavam-se principalmente dos hadrossauros e ceratopsianos, comuns nesse período. Mas existe uma grande discussão entre os paleontólogos a respeito da maneira como eles conseguiam seu alimento. Alguns defendem a idéia de que eram apenas carniceiros. Outros acreditam que eram eficientes predadores. O mais provável é que fossem um pouco dos dois, dependendo da ocasião.
Entre os mais famosos dinossauros desse tipo estão o Tyrannosaurus, Albertosaurus (abaixo) e Daspletosaurus .
   
Também ao final do Cretáceo um interessante grupo de predadores pequenos evoluiu. Tendo seus ancestrais entre os dromeossauros, os troodontes eram um pouco menores e mais esbeltos que seus antepassados. Ainda tinham garras curvas nos pés, mas eram menores. Diferentes dos raptores, preferiam uma vida mais solitária. 
Seus olhos grandes indicam um animal de hábitos noturnos. Suas principais presas eram pequenos mamíferos que se esgueiravam entre as folhagens durante as noites do Cretáceo. Outras características interessantes desses animais são os cérebros grandes, que indicam grande inteligência, e a presença de dedos opositores  nas mãos, muito úteis para agarrar suas pequenas e ágeis presas. Entre os mais marcantes troodontes estão o Troodon  e o Saurornithoides . Também só foram encontrados no Hemisfério Norte.

Herbívoros

Apesar dos primeiros dinossauros serem carnívoros, algumas espécies mudaram sua dieta e passaram a ser herbívoras e, em alguns casos, onívoras. Um dos primeiros dinos herbívoros foi o Pisanosaurus. Pouco se sabe a seu respeito. Tinha pouco mais de 1 m de comprimento e viveu há cerca de 210 milhões de anos. A partir dele evoluíram animais de diferentes formas e tamanhos. 
Entre os primeiros estão os prossaurópodes, como o Plateosaurus . Podiam andar tanto em duas quanto e quatro patas. Sua dentição era específica para alimentarem-se de folhas e ramos.  Eram os maiores dinos de sua época. Alguns podia pesar cerca de 6 toneladas e ter 12 metros de comprimento. Em suas patas dianteiras haviam garras que tanto podiam ajudar a arrancar folhas como eram ótimos meios de defesa.
Outro grupo que se desenvolveu no final do Triássico foi o dos heterodontossauros. Esses pequenos herbívoros bípedes têm seu nome derivado de sua característica dentição. Diferente de outros dinos, seus dentes eram diferenciados em molares e caninos, Na parte da frente da boca possuíam um bico córneo. Acredita-se que os caninos eram usados para defesa.
A partir do início do Jurássico apareceram alguns novos prossaurópodes, maiores e totalmente quadrúpedes. Esses animais mais tarde dariam origem aos maiores dinossauros de todos os tempos, os saurópodes.
Ao mesmo tempo estranhos herbívoros com calombos no dorso se preparavam para dar origem aos estegossauros.
Os primeiros saurópodes apareceram há cerca de 200 milhões de anos. A partir daí se diferenciaram em várias famílias, que tinham características próprias. Mas todos dividiam características básicas tais como: corpos grandes e pescoços longos, terminados em pequenas cabeças, caudas também longas e 4 patas em forma de pilar.
O Jurássico foi o auge dos saurópodes. Diferentes tipos apareceram, mas os grupos dominantes foram o dos diplodocídeos, como o Diplodocus (abaixo), o dos braquiossaurídeos, como o Brachiosaurus (abaixo) e o dos camarassaurídeos.
Os primeiros estegossauros apareceram no médio Jurássico, há cerca de 160 milhões de anos. Tinham cabeça pequena e corpo volumoso. No dorso tinham placas ósseas que variam e forma e tamanho de acordo com a espécie. Na cauda tinham 2 ou mais pares de espigões pontudos. Sua dentição fraca permitia-lhes apenas comer folhas macias. Entre os mais famosos desse grupo está o Stegosaurus (abaixo).
Mas não havia só herbívoros gigantes durante o Jurássico. Os hipsilofodontes representavam os baixinhos da época. Esses pequenos ornitópodes já foram encontrados em todas as partes do mundo. Conhecidos por serem  eram velozes, esses animais provavelmente evitavam os perigos fugindo o mais rápido possível. Seus grandes olhos na cabeça indicam boa visão. Entre os mais famosos está o Dryosaurus e o Othnielia (abaixo).
 
Ao final do Jurássico nota-se um grande declínio entre os saurópodes e estegossauros. O clima estava mudando e a vegetação também. Esses enormes herbívoros tiveram dificuldade em se adaptar a nova situação e começaram a desaparecer. Os estegossauros no início do Cretáceo estavam praticamente extintos, mas dois grupos de saurópodes resistiram. Eram os dicreossauros e os titanossauros.
No hemisfério norte os ornitópodes evoluíram e originaram um novo grupo, o dos iguanodontes. Esses bípedes-quadrúpedes de até 4 toneladas tinham um aparelho de mastigação muito mais desenvolvido. Na frente da boca tinham um bico córneo que cortava as plantas, enquanto que os dentes traseiros, aliados a potentes músculos de mastigação maceravam até as folhas mais duras. Essa característica permitia aos iguanodontes comer qualquer tipo de vegetação. Assim puderam se espalhar por todo o globo. Por serem tão bem-sucedidos acabaram ocupando o lugar de outros herbívoros. 
Aparentemente na América Meridional e sul da África a forma herbívora dominante era a dos saurópodes titanossaurídeos e dicreossaurídeos. Da primeira família destaca-se o gigantesco Argentinosaurus (abaixo), um dos maiores dinossauros de todos os tempos. 
Entre os dicreossaurídeos o mais famoso é o estranho Amargasaurus, um saurópode de barbatana de 12 metros de comprimento .
Os hadrossauros  evoluíram dos iguanodontes, dos quais herdaram muitas das características. Apareceram no final do Cretáceo, há cerca de 85 milhões de anos. Já não tinham o característico esporão no lugar do polegar como seus ancestrais mas ainda eram bípedes - quadrúpedes. Ocupando o lugar de seus antecessores tornaramse por algum tempo os herbívoros dominantes.
Levando em conta o formato da cabeça são divididos em 2 grupos: hadrossauróides,  (sem crista e com focinhos largos, como o Anatotitan)   e os lambeossauróides ( com crista e focinhos estreitos, como o Parasaurolophus
Ainda no final do Jurássico, da mesma linhagem evolutiva que deu origem aos estegossauros surge um novo grupo de dinossauros blindados. 
São os anquilossauros.  Parecidos com enormes tatus são divididos em 2 grupos: nodossauróides (mais primitivos e de cauda sem porrete) e anquilossauróides (cauda com porrete).
Apesar de relativamente raros, os anquilossauros sobreviveram até o final do Cretáceo, há cerca de 65 milhões de anos.
Outra linhagem evolutiva que apareceu no final do Cretáceo foi a dos marginocéfalos. A partir dos ancestrais de 110 milhões de anos evoluíram 2 grupos: os paquicefalossauros e os ceratópsios. Os primeiros  tinham cabeças espessas para provavelmente usá-las em disputas por fêmeas ou pela liderança do bando. Dividem-se em 2 grupos: paquicefalossauróides, de cabeça mais espessa e arredondada; e homalocefalóides, de cabeça achatada e menos espessa.
Na Ásia, há cerca de 100 milhões de anos surgem os primeiros psitacossauros, dinossauros com bico parecido com o de um papagaio. Alguns milhões de anos depois esses animais originam os protoceratopsianos, os ancestrais dos grandes dinos de cornos do Cretáceo.
Esses primeiros animais ainda não tinham cornos, mas já possuíam a gorjeia óssea característica, como o Microceratops abaixo.
Ao final do Cretáceo no hemisfério norte a paisagem estava dividida entre dois grupos de vegetarianos:  os hadrossauros e os ceratopsianos.
Estes últimos são os dinossauros com cornos. Esses cornos, juntamente com as gorjeias, variavam em forma e tamanho de acordo com a espécie e são tidos como referência para dividí-los em 2 grupos: os centrossauróides, de gorjeia curta, chifres orbitais curtos e um chifre nasal longo; e os chasmossauróides, de gorjeia longa, chifre nasal curto e grandes chifres orbitais.
  • Onívoros

O conceito de um animal onívoro é bastante controverso. Na linguagem da Ecologia, um onívoro é aquele que se alimenta de organismos de mais de um nível trófico. Mas a maioria de nós entende que um onívoro é aquele animal que se alimenta tanto de outros animais como de vegetais. Nessa seção utilizarei o segundo conceito, mais conhecido.
No que se refere aos dinossauros onívoros, pouco se sabe sobre sua evolução. Os mais antigos registros de dinossauros desse tipo datam  do início do Jurássico, há cerca de 190 milhões de anos. Um dos primeiros dinos onívoros era o Elaphrosaurus . Do tamanho de um peru essa criatura tinha uma dentição que lhe permitia tanto comer carne quanto vegetais. Acredita-se que sua dieta se baseava em pequenos lagartos, insetos e folhas.
Após o Elaphrosaurus os registros de onívoros ficaram sem preenchimento até o médio Cretáceo, há cerca de 100 milhões de anos. Nesse período aparecem  3 novos grupos de dinos onívoros.
O primeiro dele era o dos ornitomimossauros, criaturas muito parecidas com avestruzes, capazes de correr há grandes velocidades. Seu bico desdentado indica uma dieta variada. Podiam comer pequenos lagartos, mamíferos e ovos. Mas não dispensavam folhas e frutas frescas.
O segundo grupo corresponde ao dos oviraptorssauros. Também com aparência de aves, esses estranhos animais, típicos do hemisfério norte, se especializaram em comer ovos. Com seu bico poderoso eles partiam a casca grossa e lambiam seu conteúdo. Mas eles não viviam só de ovos. Acredita-se que o bico também era útil para partir ossos e quebrar cascas de nozes. Sendo assim é provável que os oviraptorssauros fossem onívoros.
O último e mais estranho grupo de dinos onívoros era o dos terizinossauros. Até hoje pouco se sabe sobre seus hábitos. Sabe-se que esses animais evoluíram de ancestrais predadores, mas ao longo do tempo mudaram sua dieta. Sua dentição indica que a maior parte do tempo comiam folhas e frutos das árvores. Mas muitos especialistas apontam que os terizinossauros complementavam sua alimentação com pequenos mamíferos e lagartos. Algumas análises  comparativas demonstraram que as enormes garras dos terizinos assemelhavam-se muito com as dos tamanduás e aardwarks, animais especializados em alimentar-se de cupins e formigas.  
A partir dessa análise alguns especialistas concluíram que os terizinossauros complementassem sua dieta com cupins e formigas. Suas garras poderosas eram usadas para escavar e desmembrar cupinzeiros e formigueiros. Talvez os terizinos tivessem línguas protráteis alongadas, que seriam úteis para apanhar os insetos dentro do ninho. É provável que os terizinos se alimentasse de vários quilos de insetos para poderem se satisfazer.



 
 
Copyright © 1999 [Ache Tudo e Região]. Todos os direitos reservado. Revisado em: 13 agosto, 2010.


Paquicelafossauro

 

Os primeiros restos de fósseis dessa espécie de dinossauro foram encontrados no EUA e Canadá, em meados do século passado. O que mais impressionou os estudiosos foi a extraordinária espessura do crânio desses animais com quase 25 cm. Seu focinho era coberto por ferrões ósseos. O Paquicefalossauro andava ereto e usava a cauda para se equilibrar quando parado.

É raro encontrar crânios completos nos achados de dinossauros, pois estes eram leves e se decompunham com maior rapidez antes de virar fóssil. No caso do Paquicefalossauro "lagarto cabeça-dura", o crânio conservou muito bem, devido justamente a sua forte espessura.

Segundo os cientistas, o Paquicefalossauro poderia ser considerado uma "cabra montanhesa" do seu período, pois vivia nas montanhas em pequenos rebanhos. Alguns acreditam que para decidirem quem mandaria no lugar, Paquicefalossauros teriam lutado entre si, participando de concursos de bater cabeça, mas essa teoria já foi superada, pois sabe-se que, sendo o topo da cabeça do Paquicefalossauro perfeitamente redondo, seria praticamente impossível um dos crânios não se deslocarem quando os dois animais desse porte e nessa velocidade colidissem; neste caso, o crânio do oponente atingiria a região dos olhos ou focinho, que é muito frágil, levando à um ferimento muito grave ou até mesmo a morte. Provavelmente, caso estes animais lutassem mesmo, usariam seus crânios para acertar a barriga ou o peito do adversário, deixando-o sem fôlego e vencendo a batalha.

Dados do Dinossauro:
Nome Científico: Pachycephalosaurus wyomingensis
Época: Fim do Cretáceo, entre 76 à 65 milhões de anos atrás
Local onde viveu: Canadá e EUA
Peso: até 2 tonelada
Tamanho: entre 5 a 8 m de comprimento e 1,5 a 3,1 m de altura
Alimentação: Herbívora

 

 

 



 
 
Copyright © 1999 [Ache Tudo e Região]. Todos os direitos reservado. Revi
Pteranodon

 

Enquanto os dinossauros governavam os ambientes terrestres do planeta, outro grupo de répteis tinha se apoderado dos espaços aéreos. Eram os pterossauros, um dos quais, o pteranodon, com asas gigantescas de pele elástica como a dos morcegos, era um dos reis do vôo planando nas zonas costeiras. Os seus ossos eram finos e tinham espaços ocos que os tornavam mais leves. Os pteranodons faziam seus ninhos nas escarpas e, por serem pouco ágeis em terra firme, talvez alimentassem suas crias do ar.

Dados do Pterossauro:
Nome Científico: Pteranodon ingens
Época: Cretáceo, entre 85 à 71 milhões de anos atrás
Local onde viveu: América do Norte no EUA
Peso: de 17 a 30 kg
Tamanho: até 7 m de envergadura e 1,7 m de altura
Alimentação: Carnívora

 

 

 



 
 
Copyright © 1999 [Ache Tudo e Região]. Todos os direitos reservado. R
Estegossauro

 

O Estegossauro cujo nome significa "lagarto telhado" viveu entre 152 à 145 milhões de anos atrás e recebeu esse nome porque pensava-se que suas placas ósseas protetoras eram dispostas como as telhas e um telhado. Hoje sabe-se que elas ficavam em pé ao longo da coluna vertebral, fixadas na pele duríssima e não no esqueleto. Há diversas teorias sobre a utilização dessas placas: como armadura ou talvez como reguladores térmicos, esquentando ou esfriando o corpo do Estegossauro conforme sua posição ao sol ou ao vento. Há também a possibilidade de estas placas terem sido usadas para a exibição, assim, quando um predador atacava ou um parceiro era encontrado, o Estegossauro bombeava sangue para as placas e elas tornavam-se mais vivas e vermelhas o que seduzia o parceiro ou amedrontava o atacante.

O corpo desse animal maciço e a cauda extremamente musculosa era a sua arma de ataque, já que contava com quatro espinhos ósseos de 50 centímetros a 1 metro de comprimento. O pescoço terminava numa cabeça absurdamente pequena, de apenas 40cm, comportando um cérebro do tamanho de uma noz. Quando o Estegossauro estava em perigo, curvava a cabeça para baixo, protegendo-a com sua nuca repleta de placas e ao mesmo tempo aplicava fortes golpes laterais com a cauda. Várias espécies de Estegossauro viveram na América do Norte. Alguns eram mais primitivos e tinham as placas menores e mais pontiagudas. Há outra espécie: Estegossauro stenops, dinossauro ornitisquiano comum na América do Norte.

Dados do Dinossauro:
Nome Científico: Stegosaurus armatus
Época: Jurássico, entre 152 à 145 milhões de anos atrás
Local onde viveu: América do Norte no EUA
Peso: até 7 toneladas
Tamanho: até 9 m de comprimento e 4 m de altura
Alimentação: Herbívora

 



 



 
 
Copyright © 1999 [Ache Tudo e Região]. Todos os direitos reservado.