quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Dilofossauro

 

O Dilofossauro cujo o nome significa "lagarto de duas cristas" foi descoberto em 1942 no norte do Arizona, EUA. Foi um dos primeiros grandes terópodes, com suas fortes pernas, braços e longa cauda. Sua boca com dentes finos e afiados, um pouco parecida com a do crocodilo, o identificou logo como um carnívoro. Viveu há aproximadamente 208 milhões de anos atrás no início do período Jurássico.
Com os maxilares bastante estreitos e fracos, ele talvez usasse as grandes mãos para rasgar a presa. Sua principal característica era a crista dupla, que ia mais ou menos da altura do crânio até o nariz, desenhando um "V" na cabeça desse animal. Não se sabe ao certo para que serviam as cristas do Dilofossauro. Alguns cientistas acreditam que eram enfeites para impressionar as fêmeas.

Dados do Dinossauro:
Nome Científico: Dilophosaurus wetherlli
Época: Jurássico
Local onde viveu: América do Norte
Peso: Cerca de 600 kg
Tamanho: 6 metros de comprimento
Alimentação: Carnívora

 

 

 



                                                                             HADROSSAUROS


 
 
O hadrossauro (Hadrosaurus foulkii, do latim "lagarto bico de pato") foi um dinossauro herbívoro e semi bípede que viveu no fim do período Cretáceo. Habitou a América do Norte, tinha de 8 a 10 metros de comprimento, 4,6 metros de altura e pesava cerca de 3,2 toneladas.

O primeiro esqueleto parcial de hadrossauro foi encontrado em 1858 por William Parker Foulke em escavações de um depósito de calcário em Haddonfield, Nova Jersey, Estados Unidos.
 
Dados do Dinossauro:
Nome Científico: Hadrosaurus foulkii
Época: Cretáceo, 83 à 71 milhões de anos atrás
Local onde viveu: América do Norte no EUA
Peso: até 2,5 toneladas
Tamanho: até 10 m de comprimento e 4,6 m de altura
Alimentação: Herbívora

 

 



quinta-feira, 12 de julho de 2012

O roedor ceratogaulus viveu na pré-história e pode ser o tataravô das toupeiras

Por causa dos chifres, o Ceratogaulus dava a impressão de ser maior do que era de verdade

Texto: Maria Carolina Cristianini | Ilustração: Alexandre Jubran
curiosidades-ceratogaulus
Não se engane com este pequeno roedor da Préhistória: o Ceratogaulus sedefendia muito bem! Sua principal arma era um par de chifres que espantava bichos maiores só com a ameaça de um ataque.
Apesar do susto que causava, esse bicho se parecia com as inofensivas toupeiras de hoje em dia. Tanto que ele também vivia em tocas, cavadas com suas próprias garras. Quando não estava escondido, o Ceratogaulus podia ser visto procurando vegetais variados para comer. E, como todo roedor, devorava as plantas com seus dentões.
O Ceratogaulus:
  • Seus olhos eram pequenos e ele não devia enxergar bem.
  • Os chifres perto do nariz, espantavam os predadores.
  • Dentes na parte da frente da boca o ajudavam a roer vegetais.
  • As patas tinham garras adaptadas para cavar a terra.
Raio-x do Ceratogaulus
  • Comprimento: cerca de 30 centímetros.
  • Alimentação: vegetais.
  • Onde viveu: na América do Norte.
  • Época: nos períodos Mioceno e Plioceno, entre 15 milhões e 5 milhões de anos atrás.
Consultoria: Bruno G. Augusta (paleontólogo e mestrando pelo Museu de Zoologia da Usp); Hebert B. Campos (paleontólogo autor do livro Dinossauros no Ceará) e Leonardo Marconato (doutor em Paleontologia pela Ufrgs).

terça-feira, 10 de julho de 2012

Estrutura Social
Antigamente os cientistas imaginavam os dinossauros como criaturas estúpidas e desajeitadas, que viviam solitárias arrastando suas enormes carcaças por meio de pântanos e brejos.
Hoje essa visão mudou radicalmente. Os fósseis têm mostrado aos paleontólogos que os dinossauros não só eram seres com comportamento complexo como muitas espécies possuíam uma vida social também complexa.
Através das pistas deixadas pelos fósseis podemos deduzir que os dinos eram extremamente semelhantes, no que se refere ao comportamento, às espécies atuais de animais.
Restos encontrados em várias partes do mundo indicam que os dinos como os hadrossauros e iguanodontes viviam em rebanhos. Supõe-se que na maior parte do ano eles vagavam em pequenos grupos dentro da mata. Em determinadas épocas, porém, esses pequenos grupos se reuniam à outros e acabavam formando enormes manadas, algumas com mais de 10000 animais, provavelmente para migrarem em busca de novas pastagens, como fazem hoje as renas e os gnus. Acredita-se inclusive que essas manadas podiam conter membros de várias espécies. Acredita-se que as cristas desenvolvidas por alguns hadrossauros podem, entre outras coisas, ter auxiliado os mesmos no reconhecimento dos indivíduos da mesma espécie dentro de uma manada onde haviam outras espécies junto. Também pode ter ajudado a reconhecer membros mais jovens ou mais velhos, machos ou fêmeas, dada a diferença no tamanho e formato das cristas entre eles.
O mesmo pode ser aplicado aos ceratopsianos. Como os hadrossauros e iguanodontes, podiam formar grandes rebanhos e o mesmo papel da crista dos hadrossauros pode ser aplicado aos chifres e gorjeias dos ceratopsianos. Também podiam os machos utilizar seus chifres em rituais de demonstração de força e disputa da liderança do bando.
Acredita-se que os paquicefalossauros vivessem em pequenos grupos dominados por um macho líder. Quando um jovem macho desafiava o líder, os dois travavam uma luta onde seus crânios espessos se chocavam. vencedor ganhava o bando e o direito de acasalar com as fêmeas.
Os saurópodes eram animais enormes que praticamente não tinham inimigos naturais quando adultos. Mas os jovens eram alvo fácil. Assim a manada costumava andar com os filhotes e mais fracos no centro e os maiores e mais poderosos nas laterais para proteção. Os estegossauros provavelmente eram mais solitários. Podiam às vezes viver aos pares ou em grupos pequenos. Em relação aos anquilossauros, o registro fóssil indica que deveriam ser bem solitários, evitando ao máximo companhia.
Em relação aos carnívoros, sabemos que os raptores caçavam em grupos. Provavelmente sua estrutura social eram semelhante à dos lobos: um casal líder era o único que se reproduzia, para evitar superpopulação e os outros membros ajudavam na caça e a cuidar dos filhotes. Os troodontes e a maioria dos celurossauros eram caçadores solitários e defendiam com ferocidade o seu território de outros carnívoros.
Os tiranossauros eram na maior parte do tempo caçadores solitários. Talvez macho e fêmea às vezes ficassem mais tempo juntos depois do período de acasalamento. Quando o esqueleto de Sue, o maior T-rex encontrado até então foi descoberto, verificou-se que ele apresentava inúmeros ferimentos e resquícios de fraturas. Uma delas foi no fêmur que provavelmente deixou o animal sem poder andar por muito tempo. Se ele (ou ela) não andava, também não caçava. Então como sobeviveu por tanto tempo? Acredita-se que outro tiranossauro o alimentou e protegeu nesse período, o que demonstra comportamento afetivo, incomum para um réptil.
Os carnossauros, ao contrário dos tiranossauros, eram como leões do jurássico: viviam e caçavam em grupos. Só não se sabe o nível de complexidade de seu comportamento em grupo. Os dinos do tipo avestruz, os ornitomimossauros, vivam provavelmente em grupos, mas não se descarta a hipótese de que às vezes podiam ser solitários.

Membros e suas adaptações
Diferentes tipos de dinossauros apresentavam diferentes tipos de membros. Esses membros desempenhavam variadas funções para esses animais.
As mais importantes delas eram, sem dúvida, a sustentação e a locomoção. Como qualquer outro vertebrado terrestre o dinossauros precisavam se sustentar e se locomover. Levando-se em consideração que muitos dinossauros pesavam várias toneladas, essas tarefas eram especialmente complexas. 
Os mais pesados entre todos os animais terrestres eram os saurópodes. Algumas espécies chegavam a mais de 100 toneladas. As pernas desses animais, para sustentar tamanha massa eram especialmente fortes e maciças. Semelhantes a patas de elefantes, funcionavam como pilares de sustentação. Infelizmente o reforço para agüentar a massa sacrificou a flexibilidade, o que impossibilitava esses animais de andar muito rápido. Os saurópodes tinham passadas lentas e pesadas. 
Mas os membros não serviam apenas para caminhar. Nas patas dianteiras os saurópodes possuíam garras modificadas que poderiam ser usadas como arma caso fosse atacados.
Entre os estegossauros, os membros dianteiros eram especialmente adaptados para rápidos giros e viradas. Acontece que a principal arma desses dinossauros era a cauda espinhenta. Para que ela funcionasse era necessário que o estego fosse capaz de apontá-la para o inimigo. Para isso ele deveria virar rapidamente de costas para o predador. Muitos predadores já estavam acostumados a essa tática e tentavam virar até alcançar a cabeça do animal.  O estegossauro precisava girar insistentemente, para manter a ponta da sua principal arma na direção certa para o golpe. A natureza o dotou de potentes músculos  deltóides, úteis para essa tarefa. 
Entre os mais primitivos anquilossauros, a tática usada para proteção era abaixar-se e ficar imóvel, com a pesada armadura à mostra, protegendo o dorso do animal. Os anquilossauros tinham membros levemente curvados para dentro, como os bulldogs dos desenhos animados, próprios para que o animal pudesse ficar na posição de defesa sem deixar nenhum dos membros à vista, que poderiam ser atacados pelo predador na tentativa de virá-lo de barriga para cima.
Os ceratopsianos tinham pernas curtas, mas excepcionalmente fortes. Com elas eles poderiam correr rápido em caso de perigo.
Os terizinossauros tinham os mais fortes braços entre todos os dinossauros. Com deltóides e bíceps bem-desenvolvidos, os terizinos eram capazes de desferir poderosos golpes. Suas garras enormes em formato de foice tornavam o ataque ainda mais devastador. Um terizino poderia facilmente rasgar o abdome de um predador com um único golpe.
Os iguanodontes e hadrossauros tinham membros especializados que permitiam-lhes andar sobre 2 ou 4 patas. As patas dianteiras tinham dedos em forma de casco, que poderiam ser usados tanto pra caminhar como para arrancar folhas das árvores. Entre os iguanodontes havia ainda uma surpresa para os inimigos: um polegar modificado em uma garra pontiaguda. O iguanodonte também tinha músculos poderosos nos membros dianteiros, o que lhe conferia grande força em um golpe.
Entre os pequenos celurossauros, os braços ágeis poderiam ser úteis para apanhar pequenas presas. Entre os ornitomimossauros e oviraptorssauros as garras curvas eram especialmente desenhadas para auxiliar a pegar ovos sem deixá-los cair no chão. As pernas traseiras muito longas eram úteis para grande velocidade.
Alguns celurossauros desenvolveram braços diferenciados, que podiam se abrir mais que os de quaisquer outros, proporcionando um movimento semelhante ao de bater de asas. Em algumas espécies corredoras tais braços eram úteis  para ajudar na estabilidade do animal. Alguns dinossauros ainda desenvolveram garras curvas excelentes para escalar troncos e galhos. Esses animais eram essencialmente arborícolas. Para saltar de um galho para o outro eles utilizavam seus braços repletos de penas num movimento de batimento, para aumentar a distância do salto. É possível que animais como esses podem ser sido os precursores das primeiras aves.
Predadores como raptores tinham braços longos munidos de garras poderosas. Eles utilizavam esses braços para se agarrarem a uma grande presa pelas laterais do tronco, enquanto as garras em formato de foice dos pés chutavam o animal para abrir-lhe o abdome e expor suas entranhas. 
Os espinossauros também apresentavam braços longos com garras, mas provavelmente os usavam para apanhar grandes peixes nas margens de lagos e pântanos onde viviam. Podem ter usado também para golpear e matar presas grandes e há até quem acredite que os espinossauros poderiam também usar seus longos braços para caminhar em 4 patas, como faziam os iguanodontes e hadrossauros.
Animais como os carnossauros tinham braços não muito longos com 3 dedos em cada mão. Esses membros eram usados para segurar presas durante o ataque. Mas em alguns carnívoros maiores, como tiranossauros, o membros eram tão pequenos que praticamente não tinham função importante. Esses membros eram fracos demais para segurar uma presa e mal se tocavam. Recentemente alguns cientistas propuseram que talvez os braços curtos fossem instrumentos de excitação sexual. As fêmeas dos tiranossauros eram maiores que os machos e bem mais agressivas. Talvez os machos, para acalmar os ânimos das ferozes companheiras esfregassem seus bracinhos curtos em zonas erógenas especiais, localizadas na região dorsal, próxima da bacia. Essas regiões poderiam proporcionar prazer à fêmeas, tornando-as mais dóceis e mais fáceis de se lidar. 

Tempo de Vida dos Dinossauros
Quanto tempo vivia um dinossauro? Essa é uma dúvida que é compartilhada por muitas pessoas, inclusive os paleontólogos.
Infelizmente a resposta é difícil de precisar. Os ossos deixados pelos dinossauros podem, em geral, nos dar uma idéia da fase na qual ele morreu, ou seja, se era uma filhote, um adolescente, um adulto ou mesmo um velho. Mas precisar a idade é muito mais complicado.
Alguns especialistas tentam, através de diferentes métodos estabelecer o período de longevidade dos dinossauros. Um dos mais usados é o dos anéis de crescimento. 
Sabe-se que muitos dinossauros grandes, incluindo os saurópodes e estegossauros, apresentavam ossos, quando cortados transversalmente, com subdivisões ou anéis. Esses anéis também estão presentes na maioria das árvores. Cada um deles representa um intervalo de tempo onde houve deposição de material  durante o desenvolvimento. Nas árvores ao se contar o número de anéis pode-se estabelecer a idade das mesmas.
Entre os dinossauros que possuíam tais anéis pôde-se fazer o mesmo.
O prêmio de Matusalém dos dinos vai para os saurópodes, cuja contagem de anéis leva os paleontólogos a crer que poderiam facilmente passar dos 100 ou 130 anos.
No caso dos estegossauros e anquilossauros, os mais velhos animais já descobertos devem ter morrido com cerca de 70 anos.
Em outras espécies a precisão é mais difícil, pois nem sempre existe a possibilidade de contar os anéis. Nesses casos a estimativa baseia-se no tamanho do mesmo e da comparação com espécies atuais. Acredita-se que a longevidade de um animal esteja relacionada com seu tamanho.
Entre os iguanodontes, ceratopsianos e hadrossauros a idade máxima deve ter sido entre 40 e 50 anos. Essa mesma idade pode ter sido a limite para grandes carnívoros como tiranossauros e alossauros.
Animais como hipsilofodontes, ornitomimossauros e terizinossauros podem ter  vivido até 35 anos. Os raptores e troodontes devem ter vivido até no máximo 20 anos. Como acontece nos dias de hoje, em geral os menores animais são os que tem uma menor expectativa de vida. Dinossauros como o Compsognathus e o Sinosauropteryx deve ter atingido a velhice com apenas 7 anos. 
Como já disse antes é bem difícil que saibamos a idade exata na qual esses já extintos animais deveriam chegar. Além disso devemos lembrar que raramente em estado selvagem os animais chegam à velhice. Na maioria dos casos eles morrem bem antes, vítimas de predação, de brigas ou de doenças. No mundo dos dinossauros poucos conseguiram provar os limites da longevidade dessa estirpe. A maioria deve ter morrido ainda na flor da idade. Por isso é quase impossível saber até quanto tempo um dinossauro poderia viver.




orossauro

 

O Torossauro cujo nome significa "lagarto touro" foi encontrado pelo famoso paleontólogo Othiniel Charles March. Ele podia atingir até 8 metros de comprimento, dos quais quase 3 eram só da cabeça, o qual é o maior crânio dentre os animais terrestres conhecidos. O escudo e os chifres eram ótimas armas de defesa contra predadores porém eram também utilizadas em batalhas entre machos na disputa de fêmeas, escudo o qual acredita-se que fosse ornamentado de colorido que serviria para seduzir fêmeas e aterrorizar possíveis adversários.

Os músculos do pescoço do Torossauro eram extremamente forte para aguentar o peso da enorme cabeça e juntamente com eles os das patas dianteiras. Os Torossauros viviam em enormes manadas para se defenderem dos grandes predadores de sua época, como por exemplo o Tiranossauro rex, a manada se uniria e formaria um parede de escudos e chifres com os mais fracos (filhotes, velhos e doentes) no interior dela.

Dados do Dinossauro:
Nome Científico: Torosaurus latus
Época: Cretáceo, entre 70 à 65 milhões de anos atrás
Local onde viveu: América do Norte no Canadá e EUA
Peso: até 7 toneladas
Tamanho: de 7,5 a 8 m de comprimento e 2,5 m de altura
Alimentação: Herbívora